Vais atuar em outro ramo? Lições indispensáveis

Muita gente vive de seu ofício, mas vive olhando para o lado. Eu mesmo já fiz isso, em diversas ocasiões, quando presenciava ramos de negócio que fizeram a transição de status, partindo de promissores para serem classificados como lucrativos. 

Todos conhecem o dito popular de que “A grama do vizinho é sempre mais verde”. Vislumbrar outras atividades, as quais não desempenhamos, nem temos o costume de atuar, proporciona ilusões comparáveis a miragens. Tudo parece simples, vendo de fora, para quem não conhece a atividade.

Eu agradeço profundamente pelos conselhos que recebi quando passei a investir em outras áreas além da minha principal, que é e sempre será a Advocacia. Por ter ouvido essas pessoas, respeitei o fato de que é preciso aprender antes de querer apitar, ainda mais quando estava jogando fora de casa.

Quem não compreende que NADA pode substituir a experiência, o know-how, jamais terá sucesso, independente da forma que pretenda empreender – lição um.

Esse ensinamento vale para tudo. Desde venda de picolés a criptomoedas. De empresas de mídia a metalurgia. Do açougue à nanotecnologia. Simplesmente, não há nada que se queira desempenhar profissionalmente que dispense conhecimento e experiência.

Digamos que você entenda de gestão. Que tenha se especializado e conheça sobre sistemas de controle, contas a pagar e receber, estruturação de investimentos e tenha estudado sobre tomadas de decisão. Por óbvio, esse conhecimento é válido, e se trata de outro requisito indispensável quando se pretende enfrentar um novo desafio – lição dois.

Ou seja, o conhecimento sobre administração de negócios é cumulativo. O que não há como se adquirir rapidamente são as décadas de conhecimento específico do ramo, obtidas mediante o enfrentamento de épocas e realidades diversas. Portanto, se quiseres que seus planos deem certo, é absolutamente indispensável que sejam levantadas as todas as informações específicas, usando uma fonte confiável.

Lição três – Saber em quem confiar. Isso é habilidade pessoal, nunca estaremos livres de surpresas, mas compreenda que o primeiro requisito de um parceiro tem que ser o ético. De nada adianta uma pessoa talentosa que te roube ou traia a própria empresa.

A quarta lição é o tempo. O quantitativo desse requisito é inegociável. Um empreendimento precisa da dedicação que o negócio requerer, o que pode variar, mas decida: Ou você é um mero investidor, ou és um gestor.

É possível empreender em outros ramos. Se compreenderes que nada é tão fácil quanto aparenta, e que jamais podemos subestimar a inteligência de ninguém, terás tudo para construir um sistema sólido de investimentos em atividades lucrativas. Boa sorte.

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